JÁ OUVIU FALAR DE NEUROMA DE MORTON

O QUE É

O neuroma dos nervos digitais plantares foi inicialmente descrito por Durlacher em 1845 e difundido por Thomas G. Morton em 1876, levando seu nome.

É causa comum de metatarsalgia, desencadeada mais frequentemente pela compressão mecânica dos ramos digitais dos nervos plantares.

A ocorrência dessa alteração tem predileção pelo terceiro espaço interdigital, pelo fato de que este é o sítio mais frequente da união entre ramo lateral e medial dos nervos digitais plantares, o qual fica engrossado e comprimido pelo terceiro espaço.

A presença de maior mobilidade no quarto metatársico em relação ao terceiro favorece a ocorrência de microtraumas.

A incidência é maior nas mulheres acima de 40 anos pela preferência em usar calçados elevados e de câmara anterior estreita, o que favorece a compressão do nervo contra o ligamento intermetatársico pela hiperextensão da articulação metatarsofalângica.

DIAGNÓSTICO

O exame de palpação é melhor representado pelo sinal de Mulder, que constitui a compressão látero-lateral das cabeças metatársicas com uma mão enquanto a outra comprime o espaço comprometido.

Esse teste pode produzir dor e clique palpável causado pelo deslocamento do neuroma de Morton quando as cabeças são comprimidas.

Embora seja diagnóstico na maioria das vezes clínico, exames subsidiários, como a ultra-sonografia e a ressonância magnética contrastada com gadolínio associada à supressão de gordura, podem ter grande valia no auxílio diagnóstico ou na programação cirúrgica, principalmente quando da existência de lesões múltiplas, nos casos de reoperação e quando da existência de patologias associadas ao neuroma.

O diagnóstico diferencial do neuroma de Morton deve incluir radiculopatias lombares, síndrome do túnel do tarso, fratura de estresse dos metatársicos, calosidades plantares associadas a dedos em martelo ou em garra, doença de Freiberg, neurites periféricas e neuropatias, bursites intermetatársicas, artrite reumatóide, tumor metatársico e tumores de partes moles do antepé.

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO

O tratamento para o neuroma de Morton inicialmente é conservador (não cirúrgico), que visa a educação dos pacientes a respeito do uso dos calçados apertados, que devem ser evitados, até ao uso de palmilhas ortopédicas e órteses corretivas. Complementar a isso, a fisioterapia atua de forma direta através de recursos terapêuticos para solucionar e/ou minimizar os sintomas decorrentes do neuroma.


As abordagens fisioterapêuticas têm em vista melhorar a mobilidade dos segmentos que se encontram hipomóveis nos pés, através de técnicas de mobilização articular, diminuir a dor e tensão com técnicas de massagem terapêutica, melhorar a flexibilidade por meio de alongamentos, e restaurar a força muscular, alinhamento postural e equilíbrio, pois acaba-se criando
compensações do corpo para evitar os movimentos dolorosos do pé.

Contudo, caso não se obtenha sucesso com o tratamento conservador, progride-se para os tratamentos infiltrativos, que consistem em injeções de anestésicos locais ou corticoides. Ainda assim, se os tratamentos anteriores falharem, realiza-se o tratamento cirúrgico, que consiste na descompressão do nervo ou retirada do neuroma

ESTUDO DE CASA (ARTIGO CIÊNTÍFICO)

Os autores avaliaram I 5 pacientes (20 pés), 11 (55%) no pé direito idade
e 9 (45%) no pé esquerdo.

Treze (65%) pacientes eram do sexo feminino e 2 (35%) eram do sexo masculino.

A idade variou entre 20 e 56 anos, sendo a idade média 43, 13.

O Neuroma de Morton ocorreu, em todos os casos, no terceiro espaço.

Os parâmetros clínicos são concordantes com a literatura quanto a idade, sexo e lado acometido.

Os pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico para remoção da massa lobular do terceiro pedículo neurovascular interdigital do pé, na área entre as cabeças do terceiro e quarto metatársicos, usando a via de acesso dorsal.

Os autores descrevem minuciosamente a técnica cirúrgica empregada, bem como os cuidados pós-operatórios.

Concluíram que o tratamento cirúrgico, pelo sucesso, é o de eleição, com alívio da dor e ausência de queixas.

Todos os casos foram confirmados pelo exame anatomopatológico.

LEIA O ESTUDO COMPLETO: NEUROMA DE MORTON: ESTUDO CLÍNICO E CIRÚRGICO

UM ABRAÇO COM MUITA SAÚDE

FONTE:

http://rbo.org.br/detalhes/194/pt-BR/tratamento-do-neuroma-de-morton-pela-via-plantar–avaliacao-dos-resultados-cirurgicos-

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