JÁ OUVIU FALAR DE HÉRNIA DE DISCO?

Juniquetes e Juniqueitos, estou de volta!
hoje vamos falar da famosa hérnia de disco que vem torturando muitas pessoas.

A hérnia discal ocorre principalmente entre a quarta e quinta décadas de vida (idade média de 37 anos), apesar de ser descrita em todas as faixas etárias.

Estima-se que 2 a 3% da população possam ser afetados, com prevalência de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres, acima de 35 anos.

Por ser tão comum, chega a ser considerada um problema de saúde mundial, em decorrência de incapacidade que gera.

Apesar de se atribuir ao tabagismo, exposição a cargas repetidas e vibração prolongada um risco aumentado de hérnia discal, estudos mostram que a diferença é pequena, quando a população exposta a esses fatores é comparada com grupos controle.

A predisposição genética tem sido alvo de estudos recentes, envolvendo genes como o receptor da vitamina D, VDR, o gene que codifica uma das cadeias polipeptídicas do colágeno IX, COL9A2 e o gene aggrecan humano (AGC), responsável pela codificação do proteoglicano, maior componente proteico da cartilagem estrutural, que suporta a função biomecânica nesse tecido.

O tratamento inicial deve ser conservador, com manejo medicamentoso e fisioterápico, podendo ser acompanhado ou não por bloqueios percutâneos radiculares.

O tratamento cirúrgico está indicado na falha do controle da dor, déficit motor maior que grau 3, dor radicular associada à estenose óssea foraminal ou síndrome de cauda equina, sendo esta última uma emergência médica.

Uma técnica cirúrgica refinada, com remoção do fragmento extruso, e preservação do ligamento amarelo, resolve a sintomatologia da ciática e reduz a possibilidade de recidiva em longo prazo.

Protrusão é quando a distância da altura da hérnia (no corte axial) é menor que a distância da base em qualquer um dos planos.
Extrusão é quando a distância da base é menor que a altura da hérnia
equestro, quando não há continuidade entre o material herniado e o disco intervertebral

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

A radiografia, por ser rotineira e de baixo custo, deve fazer parte da avaliação por imagem.

Embora o quadro clínico possa ser claro e sugestivo de hérnia discal, não se deve esquecer da possibilidade de coexistirem outras alterações que podem ser detectadas pela radiografia.

O exame ortostático e o dinâmico em flexão e extensão são complementações importantes para análise mais completa da coluna.

O exame de eleição é a ressonância magnética (RM).

No Brasil ainda se insiste no uso da tomografia axial computadorizada que, apesar de ser capaz de identificar uma hérnia de disco, não se aproxima da qualidade e tampouco da sensibilidade da RM. Informações detalhadas de partes ósseas e de tecidos moles que podem ajudar não só no diagnostico correto, mas até na proposta terapêutica, fazem da RM o exame indispensável para a correta avaliação do paciente.

Na RM, a hérnia é classificada segundo sua forma.

Essa descrição morfológica é a seguinte, de forma resumida.

O material discal, proveniente principalmente do núcleo pulposo, está deslocado para fora dos limites intervertebrais, podendo tomar três formas diferentes: protrusão, extrusão ou sequestro.

fonte: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-36162010000100004

UM ABRAÇO COM MUITA SAÚDE

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